Palestra — Bloco 5 — 3o Dia, Congresso SBRCC
Transplante Capilar em Alopecia por Queimadura — Como reconstruir áreas capilares devastadas por queimaduras, entendendo a vascularização do tecido cicatricial e o impacto psicossocial nos pacientes.
Sobre o palestrante
Cirurgião peruano especializado em reconstrução capilar e transplante, com mestrado em educação médica. Fundador de clínica e instituto de ensino no Peru, onde formou muitos dos cirurgiões que participam de congressos internacionais.
Graduado pela Universidad San Martín de Porres no Peru. Especialista em reconstrução e transplante capilar, com mestrado em educação médica. Abordagem meticulosa e baseada em evidências para cada caso.
San Martín de PorresMestradoReconstruçãoFundou sua própria clínica e instituto de ensino no Peru, formando uma geração inteira de cirurgiões de transplante capilar. Muitos palestrantes de congressos internacionais passaram pelo seu instituto.
Instituto próprioFormadorReferênciaMetodologia
Antes de qualquer procedimento, é essencial entender a história completa da queimadura. O transplante em cicatriz é como plantar em "solo ruim" — exige planejamento minucioso.
Como aconteceu? Água quente, óleo, eletricidade, produtos químicos? Quando ocorreu? Cada agente causador gera um tipo diferente de cicatriz e vascularização.
AnamneseAgente causadorClassificação do 1o ao 4o grau. Cada grau afeta pele e tecidos de forma diferente, impactando a viabilidade do transplante e a estratégia cirúrgica.
1o a 4o grauProfundidadeTecido cicatricial tem irrigação comprometida. É preciso mapear a vascularização para determinar a viabilidade e taxa de sobrevivência dos enxertos.
IrrigaçãoSolo ruim"O transplante em cicatriz de queimadura é plantar em solo ruim. Você precisa entender a vascularização daquele tecido antes de qualquer coisa."
Destaques da palestra
O agente causador, o tempo decorrido e o grau da queimadura determinam toda a estratégia cirúrgica. Sem isso, não há planejamento.
Tecido cicatricial tem pouca irrigação, pouca elasticidade e pouca previsibilidade. O cirurgião precisa adaptar densidade, profundidade e angulação.
Pacientes queimados carregam o trauma por décadas — afeta autoestima, relações sociais e saúde mental por 10, 20, 30 ou 40 anos.
Água quente, óleo, eletricidade e químicos produzem padrões cicatriciais distintos. O cirurgião precisa reconhecer essas diferenças.
Impacto psicossocial
Queimaduras acontecem frequentemente na infância ou juventude. O paciente cresce com a cicatriz, enfrentando estigma social e impacto na autoestima por 10, 20, 30 ou mais de 40 anos.
AutoestimaEstigmaO transplante em área queimada vai além da estética. É reconstrução de identidade, resgate de confiança e fechamento de um ciclo traumático que marcou a vida do paciente.
IdentidadeTransformação"Não é apenas um paciente calvo, é um paciente que tem essa queimadura por 10, 20, 30, 40 anos."